VALE SAGRADO - CUSCO

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Um passeio quase obrigatório para quem visita Cusco é conhecer o Vale Sagrado

Os Incas apreciavam muito essa região, devido à riqueza de suas terras. Ainda hoje, é onde se produz o melhor grão de milho no Peru.


O Vale é composto por vários rios, numerosos monumentos arqueológicos e povoados indígenas. 

O principal rio da região é o Urubamba, que nasce na Cordilheira dos Andes ao sul-leste de Cusco, perto de Puno.


Em Cusco, reservamos o passeio através da agência Peru Tours Inc. O passeio durou o dia todo e custou 65 Nuevos Soles, com almoço incluído. 

O ideal é fazer o passeio ao Vale Sagrado antes de visitar Machu Picchu, pois lhe dará conhecimento para entender melhor a “cidade sagrada dos Incas”.

As principais cidades  do Vale Sagrado são Pisac, Ollantaytambo, Maras, Moray, Chinchero, Tipón, Urubamba, além de Andahuaylillas e Calca. Nossa excursão visitou apenas algumas delas.

Nossa primeira parada foi no pequeno mercado artesanal de Qorao


Nesse mercado, encontramos alguns itens bem mais em conta que nos de Cusco.




Depois, fizemos uma rápida parada no Mirador Taray.


Do mirador, se tem uma bela vista de parte do vale e do rio Urubamba. 


Nossa visita seguinte foi a Pisac, onde fica um dos sítios arqueológicos mais importantes da região.




Visitar essas ruínas é viajar no tempo. 



Reservamos algum tempo para curtir a vista.



Em Pisac há uma feira artesanal permanente que oferece produtos de ótima qualidade com bons preços. Infelizmente, não visitamos essa feira, acreditamos que por falta de tempo. 

(Foto retirada da internet)

Mas fizemos uma rápida visita a uma pequena fábrica/loja de prata.  Ali, tivemos uma pequena aula sobre o metal, sua fabricação e como comprovar sua pureza. A loja oferece grande variedade de objetos em prata de ótima qualidade.
No meio do dia fizemos uma parada para almoço, mas, sinceramente, não gostamos da comida e o restaurante estava muito cheio com filas enormes para se servir.

Nossa última visita foi ao Parque Arqueológico de Ollantaytambo.




Acredita-se que o lugar foi construído para servir de base militar para proteger a Capital do Império Inca das possíveis invasões. Outra hipótese é que tenha sido utilizada para abrigar os viajantes a caminho de Antisuyo. 




A subida é bem cansativa, mas valeu a pena, pois a vista é incrível! 





No topo fica o Templo del Sol.



E na base da montanha, fica o Templo del Agua.




Ollantaytambo foi um dos sítios mais interessantes que visitamos. Então, se optar por aproveitar o tour ao Vale Sagrado para pegar o trem em Ollantaytambo para Águas Calientes, reserve seu ticket a partir de 16h, para aproveitar o máximo dessa parte do passeio. 

Caso sobre tempo entre a visita às ruínas de Ollantaytambo e seu horário de trem para Águas Calientes, aproveite para conhecer o vilarejo. O lugar parece parado no tempo, pois ainda guarda muitas características da época dos incas.






As crianças são um espetáculo à parte!




Para fechar nossa visita a Ollantaytambo com chave de ouro, algumas crianças cantaram músicas tradicionais no interior do nosso ônibus.  Fofíssimas! 


Ao retornar para Cusco, fizemos uma rápida parada em Chinchero. Ali, visitamos um local onde mulheres contaram um pouco sobre sua cultura e costumes, além de demonstrar as formas, no mínimo curiosas, de como produzem e tingem seus tecidos. Foi possível também comprar produtos produzidos pelos habitantes.


Durante a apresentação, nos serviram um chá (bem mais gostoso que o de coca) que ajudou a esquentar um pouco e ainda compramos um delicioso churros vendido por uma senhora, em frente a esse “mercado”. O melhor que já experimentamos! 




** É importante lembrar que quem visita o Vale Sagrado deve comprar o Boleto Turístico de Cusco. Para saber mais informações, clique aqui. 

Veja também nossas postagens sobre Cusco e Lima.

CUSCO

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Muitos viajantes utilizam Cusco apenas como base para conhecer Machu Picchu. Erro grave! Cusco é uma cidade incrível, cheia de coisas para fazer, bons restaurantes e muito mais. Sem dúvida, a melhor forma de conhecer a cidade é caminhando por suas ruas de pedras. 


Nessa postagem vamos relacionar as principais atrações de Cusco e dar algumas dicas que podem ajudar durante a sua visita.

Reservamos seis dias para ficar em Cusco, pois assim pudemos fazer tudo sem muita pressa. Reservamos um desses dias para visitar o Vale Sagrado e outro para Machu Picchu. 

Do Aeroporto Alejandro Velazco Astete até o centro de Cusco levamos cerca de 20 minutos de táxi e a viagem custou 20 Nuevos Soles.

Ficamos hospedadas no Hotel Esplendor que, sem dúvida, recomendamos. Vale ressaltar que o hotel fica numa ladeira, o que pode ser um pouco cansativo, devido à altitude. 


A propósito, não podemos falar de Cusco sem antes lembrar que a cidade está situada a 3.400 metros acima do nível do mar. Assim, é comum o visitante sofrer com o “soroche”, o famoso mal da altitude. Seus principais sintomas são tonteira, enjoo, dor de cabeça e falta de ar. Algumas dicas para evitar o saroche é poupar-se de esforço físico, principalmente no primeiro dia na cidade, comer alimentos leves, evitar bebidas alcoólicas, beber bastante água e tomar chá de coca ou mascar a erva. O soroche é real. Por isso, evite excessos nos primeiros dias! 

Um bom começo é conhecer a Plaza de las Armas, a principal praça da cidade. 



A praça é bem movimentada cheia de turistas do mundo inteiro, guias oferecendo passeios e locais. 


No centro da praça fica um chafariz com a estátua de Pachacútec, o mais importante governante inca, que reinou de 1438 a 1471. 


Ao redor da praça está a Igreja da Companhia de Jesus.


E a Catedral de Cusco, um importante monumento da cidade, construída com grandes pedras extraídas das muralhas de Sacsayhuaman.


Bem próximo à praça, fica o Museu Inka, um dos mais importantes da cidade. O lugar reúne uma vasta coleção de vasos cerimoniais, múmias, ídolos de ouro e prata maciça, armas e ferramentas. 


Além disso, sua arquitetura mostra todo o encanto da arte colonial. O ingresso custou 10 Nuevos Soles.


Também no centro de Cusco, fica o famoso Koricancha, também conhecido como o Templo do Sol. Ali, os Incas realizavam rituais e oferendas ao deus Sol. O templo foi construído por ordem do imperador Pachacuti e foi feito com pedras polidas e encaixadas perfeitamente. 


Com a chegada dos espanhóis, o templo foi demolido e sobre sua base foi construída a Igreja e o Convento de Santo Domingos. Essa visita costuma estar incluída no City Tour.


Entre as muitas igrejas da cidade citamos também a Igreja e Convento La Mercedes, uma das mais antigas da cidade, e a Igreja de São Francisco, próxima ao Arco de Santa Clara. 


É muito comum os turistas tirarem fotos com os habitantes, com suas roupas típicas e seus animais de estimação. Claro que não perdemos a oportunidade!



O Mercado Central de San Pedro é um tradicional mercado de Cusco. Ali, vendem-se alimentos, bebidas e iguarias. O mercado é mais visitado pelo povo da cidade do que por turistas.


Uma boa dica é caminhar sem pressa pelas ruas estreitas do bairro de San Blás




Durante nossa caminhada, passamos por alguns museus, lojas de artesanato, ambulantes e lanchonetes. 





Subimos algumas ladeiras até chegar à charmosa Igreja de San Blas, construída sobre o bairro Inca “Tococachi” (buraco de sal), exatamente sobre o lugar onde cultuavam “Illapa”, o deus do clima. 


Ao lado da igreja, fica a Plaza de San Blas. Ali, havia uma feirinha de artesanato.



Reservamos uma tarde para fazer o City Tour. Quem pretende fazer este passeio e visitar o Vale Sagrado deve comprar o boleto turístico de Cusco. Veja aqui como foi nosso City Tour  e mais informações sobre o boleto turístico. 

Na noite de Cusco, descobrimos alguns pubs e conhecemos a animada Mama Africa, um bar danceteria, na Praça das Armas. Um ótimo lugar para quem quer beber e dançar. É frequentado, em sua maioria, por turistas.


Não podemos terminar nossa postagem sem falar sobre a gastronomia peruana, considerada uma das melhores do mundo. Na cidade, há muitos “restaurantes para turistas”. Evite-os e aproveite a viagem para experimentar alguns dos pratos típicos como o Ceviche, o Cuy (porquinho da Índia), o Pimentão recheado (prato típico de Arequipa), a Sopa Criolla ou as carnes de Alpaca e Lhama.  Em Cusco, experimentamos a carne de Alpaca com talharim, que, aliás, gostamos muito. A carne é macia e sem gordura. Indicamos o restaurante El Cuadro, na Plaza Kusipata, bem próxima a Plaza de las Armas.


Cusco é uma daquelas cidades que você deve visitar pelo menos uma vez na vida. A cidade é simples, mas há algo mágico nela, pois não temos vontade de ir embora e assim que a deixamos, ficamos com saudades. 

Veja também como foi visitar LIMA

CITY TOUR EM CUSCO

domingo, 9 de outubro de 2016

Quem visita Cusco deve fazer duas coisas, assim que chega à cidade: tomar chá de Coca e comprar o Boleto Turístico de Cusco.

Brincadeiras à parte, quem visita Cusco costuma fazer o famoso City Tour e o passeio ao Vale Sagrado. Para ambos os passeios, você precisará comprar o boleto turístico que custa 130 Nuevos Soles e é válido por 10 dias. O preço é um pouco salgado, mas sai mais em conta do que comprar as entradas separadamente. O boleto dá direito a entrar em 16 diferentes atrações turísticas em Cusco e no Vale Sagrado.  Na entrada de cada atração, seu boleto é furado sobre a foto do local. Não esqueça de levar sempre junto seu passaporte. 


Depois de comprar o boleto, você dever comprar separadamente os tickets para os passeios. Há vários vendedores nas ruas e lojas oferecendo praticamente os mesmos pacotes sem muita diferença de preço. Compramos os nossos passeios através da agência Peru Tours Inc  que foi muito correta e atenciosa conosco.

Pagamos 20 Nuevos Soles pelo City Tour que incluía ônibus e guia turístico. O ponto de encontro foi na porta da agência. O passeio saiu às 14h e voltou à Cusco por volta das 18:30h.

Aqui, vamos relacionar os lugares que visitamos durante o City Tour:

KORICANCHA (Igreja e Convento de Santo Domingos), que fica no centro de Cusco, é também conhecido como o Templo do Sol, um local onde eram realizados rituais e oferendas ao deus Sol. Essa construção Inca foi construída por ordem do imperador Pachacuti e foi feita com pedras polidas e encaixadas perfeitamente. Com a chegada dos espanhóis, o templo foi demolido e sobre sua base foi construída uma igreja.  É preciso enfrentar fila e pagar ingresso (6 soles) para entrar.  Optamos por não entrar e acabamos nos arrependendo.  Para saber mais sobre Kiricancha clique aqui







SACSAYHUAMAN fica mais ao norte de Cusco e é considerada a capital do império inca. O lugar é formado por enormes pedras, algumas com até 350 toneladas. Sua formação, em zigue-zague, era uma forma de defesa contra invasores e terremotos. 




QENQO é um complexo arqueológico com algumas pedras esculpidas que os espanhóis não conseguiram destruir, durante o período colonial. Ali, encontra-se uma sala mortuária, onde eram embalsamados os incas e onde também podem ter sido realizados sacrifícios de animais e humanos. 



PUCAPUCARA é um exemplo construção militar da época dos Incas, mas também era utilizada como um centro administrativo. No seu interior, além de banhos e aqueduto, encontramos escadarias, passagens e terraços. Seu nome significa “Forte Vermelho” em Quecha (língua indígena utilizada no Peru), devido à cor das pedras utilizadas em sua construção. 




TAMBOMACHAY, também denominado “Banhos do Inca”, é um sítio arqueológico que no passado foi destinado ao culto à água. Era ali que os Incas descansavam durante suas viagens pelo império. O lugar é composto por uma série de aquedutos, canais e cascatas de água que correm pelas rochas.


Gostamos de ter feito o City Tour, pois assim entendemos melhor a colonização espanhola, como funcionava a sociedade Inca e as tradições desse povo. Uma dica é fazer o City Tour e o Vale Sagrado antes de visitar Machu Picchu, pois lhe dá uma base de conhecimento para entender melhor a “cidade sagrada dos Incas”.